Fim do mês Maria

No dia 31 de maio terminou o mês de Maria e o celebramos com uma Missa as 17:30. Ao  final desta fizemos uma procissão desde a igreja até a imagem da Virgem que se encontra no jardim da Catedral.

A procissão começou no altar. O P. Jorge levava um icôno da Virgem como Mãe de Deus que tinha o Menino Jesus nos braços. Ao passar pelo centro da Igreja todos os fiéis que estavam no meio extendiam suas mãos para tocar a imagem como sinal de devoção.

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O coro, também em procissão, cantava uma canção popular à Virgem, que todos acompanhavam com suas vozes. Ao chegar em frente a imagem que estava no jardim entoamos outro canto e, depois dele o P. Jorge deu a benção com o icôno.

Assim devia terminar a cerimônia, porém o povo expontâneamente se aproximou para beijar a imagem, e o coro seguiu com dois cantos mais.

A devoção deste povo à Virgem Santissima (e de todos os cristãos árabes em geral) é notável. Eu me lembro de uma vez que dei uma imagem da Virgem de Chapi a uma senhora protestante que me tinha pedido insistentemente e, quando eu a dei; ela a levou a seu peito exclamando: ora pro nobis.

O coração sensivel desta gente, que tem grande capacidade para entender os sinais, vê claramente na Virgem a obra prima de Deus e se prepara, sempre que pôde, a honrar-la, honrando assim a seu Divino Filho.

Como diz o Diretório sobre a piedade popular e a liturgia, da Congregação para o culto divino e a disciplina dos sacramentos: “os fiéis entendem fácilmente a relação vital que une o Filho à Mãe. Sabem que o Filho é Deus e que ela, a Mãe, é também mãe deles. Intuem a santidade imaculada da Virgem e, venerando-a como rainha gloriosa no céu, estão seguros de que ela, cheia de misericórdia, intercede por eles e, por tanto imploram com confiança sua proteção. Especialmente os mais pobres a sentem mais próxima. Sabem que ela foi pobre como eles, que ela sofreu muito, que foi paciente e mansa. Sentem compaixão pela sua dor na crucifixão e morte de seu Filho, se alegram com ela pela Resurreição de Jesus. Festejam com gozo suas festas, participam com gôsto nas suas procissões, peregrinam a seus santuários, gostam de cantar na sua honra, lhe apresentam oferendas votivas. Não permitem que ninguém a ofenda e instintivamente desconfiam de quem não a honra“.

E que me disculpem os demais missionários: Mas nisso ninguém ganha do povo árabe!

Eles não podem fazer muitas demonstrações públicas da sua fé (é impenssável aqui fazer uma procissão pelas ruas, por exemplo) mas isso ainda faz mais valiosa quando praticam uma devoção popular saudavél que, como também diz o Diretório já mencionado, a fazem “com um fervor e uma retidão de intenção comovente“.

Eles entendem quase naturalmente o que no nosso Diretório de Espiritualidade, está expressado como o resumo de nossa espiritualidade:

Não Jesus ou Maria; não Maria ou Jesus.

Nem Jesus sem Maria; nem Maria sem Jesus.

Não somente Jesus, também Maria;

Nem somente Maria, também Jesus.

Sempre Jesus e Maria; sempre Maria e Jesus.

A Maria por Jesus: Eis aqui a tua Mãe(Jo 19,27).

A Jesus por Maria: Fazei o que Ele os diga (Jo 2,5).

Primeiro, Jesus, o Deus-homem;

Mas logo Maria, a Mãe de Deus.

Ele, Cabeça; Ela Pescoço; nós, Corpo.

Tudo por Jesus e por Maria; com Jesus e com Maria;

em Jesus e em Maria; para Jesus e para Maria.

Em fim, simplesmente: Jesus e Maria; Maria e Jesus.

E POR CRISTO, AO PAI, NO ESPIRITO SANTO.

 

Que Deus os abençõe!

P. Luis Montes, IVE

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