Santa Missa de Natal com os refugiados

Para este Natal acrescentamos três Missas às que celebramos cada ano. Duas em inglês, da qual eu vou falar-lhes em outro post e, uma em árabe para os refugiados na escola.

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Esta última foi muito especial devido a situação difícil na que eles vivem e, por devido a um presente especial do Santo Padre.

O Papa Francisco enviou uma menssagem para que fosse lida nas Missas de Natal mas, foi na escola onde ela teve maior força, porque ainda que fosse dirigida a todos os cristãos de Medio Oriente, ela tinha um especial significado para aqueles que perderam tudo por causa da perseguição.

Monsenhor Jorge, secretário do núncio, pronunciou umas palabras formosas ao principio da Missa em que explicava como os cristãos refugiados se pareciam muito a Jesus em Belém e, depois ele falou às pessoas da menssagem do Papa.

Entregamos uma cópia da mesma a cada fiel e depois do Evangelho a líamos.

As palavras do Papa resoavam com particular força no ambiente aberto da escola que, como igreja improvisada, alojava a àqueles que mais se asemelhavam ao Menino Deus que nasceu pobre, sem comodidades, fora da sua cidade e, que depois teve que fugir daqueles que o perseguiam para matar-lo.

Enquanto se leía a menssagem do Sumo Pontífice muitas pessoas choravam emocionadas. Se cumpria ao pé da letra o que o Papa dizia: “para muitos de vós, as notas dos cânticos natalícios serão entremeadas de lágrimas e suspiros.”

Como não emocionar-se ao ver-se tão perto do coração de pai do Papa? “Penso especialmente nas crianças, nas mães, nos idosos, nos deslocados e nos refugiados, em quantos padecem a fome, naqueles que têm de enfrentar a dureza do Inverno sem um tecto para se protegerem. Este sofrimento brada a Deus e faz apelo ao compromisso de todos nós por meio da oração e de todo o tipo de iniciativa. Desejo exprimir a todos unidade e solidariedade, minha e da Igreja, e oferecer uma palavra de consolação e de esperança.”

Eles se veíam refletidos em cada palavra: “Que sempre possais dar testemunho de Jesus através das dificuldades! A vossa própria presença é preciosa para o Médio Oriente. Sois um pequeno rebanho, mas com uma grande responsabilidade na terra onde nasceu e donde irradiou o cristianismo. Sois como o fermento na massa. Acima mesmo das inumeráveis obras da Igreja nos sectores escolástico, sanitário ou assistencial, apreciadas por todos, a maior riqueza para a Região são os cristãos; sois vós. Obrigado pela vossa perseverança!”.

E, mais ainda porque muitos perderam a seres queridos nesta perseguição: “A situação em que viveis constitui um forte apelo à santidade de vida, como o comprovam santos e mártires das mais diversas confissões eclesiais. Recordo com afecto e veneração os pastores e os fiéis, a quem foi pedido o sacrifício da vida, nos últimos tempos, muitas vezes pelo simples facto de serem cristãos. Penso também nas pessoas sequestradas”.

E, eles se sentiam ademais desafiados: “Rezo para que possais viver a comunhão fraterna segundo o exemplo da primitiva comunidade de Jerusalém. Nestes momentos difíceis, é mais necessária do que nunca a unidade desejada por Nosso Senhor; é um dom de Deus que interpela a nossa liberdade e aguarda pela nossa resposta…Queridas irmãs e irmãos cristãos do Médio Oriente, tendes uma grande responsabilidade e não estais sozinhos a enfrentá-la. Por isso quis escrever-vos para vos encorajar e dizer como são preciosas a vossa presença e a vossa missão nessa terra abençoada pelo Senhor. O vosso testemunho faz-me muito bem. Obrigado! Todos os dias rezo por vós e pelas vossas intenções. Agradeço-vos porque sei que, nos vossos sofrimentos, rezais por mim e pelo meu serviço à Igreja. Muito espero ter a graça de ir pessoalmente visitar-vos e confortar-vos”.

É muito difícil expressar o ambiente que se vivía na Santa Missa. O sofrimento por Cristo fertilizava aos corações, os unía a Seu Santo Sacrificio e lhes traía paz. Ao final da celebração todos se aproximaram para beijar a pequena imagem de madeira de olivo de Terra Santa do Menino Jesus que era uma proclamação que o nascimento do filho de Deus em nossa carne humana é um mistério inefável de consolação: «Porque a graça salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens» (Tt2,11). E, por isso a alegria enchia os corações. Alegria profunda e serena. Verdadeira alegria!

Agradecemos a Deus por este lindo Natal que nos concedeu.

Agradecemos ao Papa suas palavras de incentivo: “desejo exprimir a minha estima e a minha gratidão a vós, caríssimos irmãos patriarcas, bispos, sacerdotes, religiosos e irmãs religiosas, que acompanhais com solicitude o caminho das vossas comunidades. Como é preciosa a presença e a ação de quem se consagrou totalmente ao Senhor e O serve nos irmãos, sobretudo nos mais necessitados, testemunhando a sua grandeza e o seu amor infinito! Como é importante a presença dos pastores junto do seu rebanho, sobretudo nos momentos de dificuldade!”

Agradecemos a todos aqueles que nos estão acompanhando com suas orações e sacrificios.

E agradecemos a nossos cristãos pelo seu exemplo.

Feliz Natal!

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