“Vejo-me na Cruz de Cristo”, expressa Asia Bibi na prisão do Paquistão

ROMA, 12 Fev. 15 / 12:25 pm (ACI).-

“Rezo e espero que um juiz seja iluminado por Deus e tenha coragem para ver a verdade”, expressou Asia Bibi, a mãe católica acusada falsamente de blasfêmia contra o Islã, enquanto espera que a sua defesa apresente em abril um novo pedido à Corte Suprema do Paquistão para que estabeleça uma data para avaliar o recurso de apelação da sentença de morte.

AsiaBibi_FlickrHazteOir_CC-BY-SA-2.0

“Vejo-me na Cruz de Cristo, na certeza de que muitos irmãos e irmãs em todo o mundo estão perto e estão rezando por mim”, acrescentou a mulher desde a prisão em Multán.

No dia 22 de dezembro do ano passado, a Corte Suprema rejeitou um primeiro pedido de revisão da apelação da sentença de morte, confirmada em outubro pelo Tribunal de Lahore.

Diante disso, a defesa informou ao MasLibres.org que esperará o prazo legal para apresentar uma nova petição em abril. De acordo com o sistema judicial paquistanês, para abordar o seguinte passo na Corte Suprema, é preciso esperar um mínimo de seis meses, e o procedimento pode chegar a prolongar-se até três anos.

Por isso, MasLibres.org, organização que luta pela liberdade religiosa, animou as pessoas a continuarem com as campanhas em favor da libertação de Asia Bibi, entre elas assinando a carta ao presidente do Paquistão, Mamnoon Hussain, para que conceda o indulto à jovem mãe.

Também há uma campanha no site da organização CitizenGO para que o embaixador dos Estados Unidos no Paquistão exerça a sua ação diplomática para assegurar a libertação de Asia Bibi.

Em junho de 2009, Asia Bibi trabalhava como operária em Sheikhupura, perto de Lahore, Paquistão. Em uma ocasião lhe pediram que fosse buscar água potável para as suas companheiras. Algumas das trabalhadoras –todas muçulmanas– se negaram a beber a água por considerá-la “impura” por que foi provida por uma cristã.

No dia seguinte, Asia foi atacada por uma turfa e levada a uma delegacia de polícia “para a sua segurança”, onde foi acusada de blasfêmia contra Maomé. Desde a sua prisão denunciou ser perseguida por causa de sua fé e negou ter proferido insulto algum contra o Islã.

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