ÁSIA/ISRAEL – Tensões entre drusos e governo israelense sobre o socorro médico fornecido aos milicianos anti-Assad

Jerusalém (Agência Fides) – Continuam as tensões entre o exército israelense e os drusos que habitam nas colinas de Golã, depois que um grupo deles atacou na segunda-feira, 22 de junho, uma ambulância israelense que transportava 2 milicianos provenientes da Síria, que ficaram feridos no conflito com o exército sírio. Segundo a reconstrução fornecida pela mídia local, alguns membros da minoria drusa teriam tentado bloquear o veículo para controlar a eventual presença de jihadistas em seu interior. Um dos dois milicianos anti-Assad foi assassinado durante o ataque à ambulância.
O ataque homicida foi realizado depois de semanas de manifestações por parte da comunidade drusa israelense, que também serve no exército e tem representantes no parlamento. Há tempos, expoentes drusos acusam o governo de Israel de oferecer assistência médica aos rebeldes jihadistas da Frente al Nusra, empenhados em combates contra o governo Assad na região síria contígua às colinas de Golã.
Acusações às quais o governo israelense responde evocando o dever humanitário de curar os feridos sem fazer distinção de proveniência. As recentes ofensivas dos grupos jihadistas na área síria de Quneitra, que faz fronteira com as colinas de Golã ocupadas por Israel, representam um grave risco para os vilarejos drusos presentes naquela parte da Síria, como os de Hoder. Os drusos são considerados heréticos pelas correntes wahabitas, das quais se alimenta a ideologia jihadista. No entanto, o ministro da Defesa israelense, Moshe Yaalon, preanunciou uma resposta penal severa ao linchamento do miliciano assassinado no ataque à ambulância.

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